DIGNIDADE E PROGRESSO
Desta vez a expressão
como “festa da democracia” ou “espetáculo do voto” não se confundiram com exageros mentirosos e enganadores,
que sempre procuraram iludir a cidadania, ávida de participar do processo político. A eleição do dia 3 de Outubro foi realmente
de encher os olhos e aquecer nossos corações de orgulho. Eram diversas cores, era o vermelho, o branco, o verde, o amarelo
que orgulhosamente era exibido pelas ruas de nossa cidade. As cores se confundiam, o eleitorado sorria e a chuva que caia
aumentava o prazer, que estampado no rosto de tantos cidadãos nos deixava não sei se incertos, ou crentes na vitória. E mais
uma vez nas ruas de tantas ruas, a cores se misturavam, e num gesto mais profundo observei os rostos das pessoas que trajavam
as cores que não eram da dignidade e progresso. Sorri quando de repente um grupo de jovens passou e num gesto de saudação
espontâneo e cordial saudaram-me! Naquele instante alguma coisa falou mais alto dentro do meu sentimento de Tapiratibense
que sempre batalhou contra as injustiças sociais que são o cancro da democracia. Naquela saudação jovial estava estampada
a Vitória, as cores se confundiam, mas o sentimento era amarelo.
Nesse domingo foi contrariada muita previsão de pessoas que sempre lutaram e atravancaram o desenvolvimento de Tapiratiba,
em todos os setores.
Com tantos destaques positivos, houve outro que se coloca sobre os demais: a demonstração de maturidade que os tapiratibenses
deram ao votar constatando que esse voto foi dado consciente e atendeu única e exclusivamente à vontade e interesse de cada
eleitor. Não importava a cor que ele trajava, o que importava era o sentimento de patriotismo e cidadania residente em cada
coração, que repito não se deixou levar pela vontade alheia.
A vontade foi do Povo e não dos “marqueteiros” que desta vez não conseguiram vender seus “produtos”
como aquilo que não são.
A certeza de dias melhores é tanta que o eleitor fez a opção ditada pela própria análise objetiva, sepultando assim,
definitivamente, o “voto de cabresto”, triste herança do coronelismo, que finalmente foi massacrado!
CIDA DO TIÃO JULIO
Apagão pode ser realidade ou não?
É inegável dizer
que o Tapiratibenses não conhecem a real situação do Município. Todas as camadas sociais sabem que a Prefeitura Municipal
e quase todos os estabelecimentos públicos estão com sua energia elétrica desligada por falta de pagamento, e que tais estabelecimentos
funcionam com gerador.
A iluminação Pública (das ruas) corre sim um grave risco de também vir a ser cortada se não for paga a dívida contraída
e não paga pela atual administração.
A situação é crítica e muito difícil, sabemos que herdamos uma bela e calamitosa situação para a nossa futura administração.
Não estamos alarmando a população e nem adiantando comprovação de fatos, mas existe sim processo contra o Município
para a quitação do débito, e logicamente se o pagamento não for quitado ou se não houver acordo de ambas as partes o inevitável
acontecerá.
Tal fato nos deixa “com a pulga atrás da orelha”, vocês já pensaram:- caminhar ou trafegar sem iluminação
e com as ruas e calçadas no estado em que se encontram? O valor da dívida acumulada chega perto de $1.900.000,00(Hum milhão
e novecentos mil reais). A quantia mostra o descaso da atual administração para com as coisas do Povo.
FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL
Desde o ano de 1997 os funcionários não recebem aumento de salário, o ultimo foi concedido no governo João Carlos.
Quando levantamos tais questões não estamos simplesmente criticando, estamos sim, lutando para que os trabalhadores
tenham seus valores reconhecidos, visto que outras pessoas da mesma administração gozam de privilégios diferenciados.
O funcionalismo caiu no esquecimento em coisas muito simples de serem resolvidas, são de pequenas iniciativas que se
constroem grandes projetos.
Cesta Básica:- já se encontra com (20) vinte atrasadas, pelo andar da carruagem não receberão as tão necessárias cestas,
que para muitos é a base fundamental do já tão escasso salário.
Sem o vale que também foi cortado, e sem as famosas cestas, a vida do trabalhador não ficou muito fácil.
CENTRO DE LAZER DO TRABALHADOR
É uma lástima, o que fizeram com o centro de lazer do trabalhador, e todos
que por lá passam não conseguem entender o porque de tanta destruição.
O que fizeram, ou que queriam fazer não justifica o fato de tanta destruição e sem nenhum projeto viável.
Ali havia um campo, uma quadra, uma área de lazer, e hoje só vemos ferros plantados, que atrapalham o lazer de quem
visita o local.
Muita destruição, muitas coisas deixadas para trás, sem nenhuma explicação para esse povo que anseia por dias melhores.
Casa do artesão, campo de malhas, tudo deixado ao léu, tudo esquecido esperando que novos rumos determinem e recuperem
o que foi destruído.
Dá para entender?
Por exemplo, existe uma tremenda dívida com os prestadores de serviço que fazem fila nos corredores da Prefeitura esperando
receber, e enquanto isso o barco continua á deriva. A difícil situação financeira do município se dá pela ineficiência administrativa
de um grande grupo político que se instalou na Prefeitura com o objetivo de vantagens pessoais. A nova administração vai encontrar
enormes dificuldades para resgatar o crédito do município. Uma auditoria especial deverá ser feita na Prefeitura para apuração
de responsabilidade. O povo vai tomar conhecimento “em detalhes” de tudo que foi feito de errado com o dinheiro
público.
CARNAVAL
2005
Buscará através dos tempos reviver personagens que fizeram a alegria do
Povo. O tema para 2005 será “A
VOLTA DA CHICA DO VELÁ NA CAPITAL DA BOLA”
CHICA
DO VELÁ
De nome bastante esquisito, mas de alma nobre, singela e pura, aqui em Tapiratiba, viveu por muitos anos Chiquinha
do Velá, carinhosamente assim chamada. Não sei explicar de onde ela veio, quem foram seus pais, se era casada ou não. Sei
que era a imagem da simplicidade e apreciadora das coisas alegres e dos bons tempos de Tapiratiba. Chica do Velá tem aqui
sua História.
Mulher de cor parda, de baixa estatura e andar simiesco, trajava constantemente roupas coloridas, fitas amarradas nos
cabelos trançados, assim era nossa personagem. Alegre, sempre descontraída, não perdia um baile. Nessa época não se falava
Forró e sim baile de sanfona, em barraca coberta de lona e chão batido, sempre abrilhantado pelo sanfoneiro de nome, Anunciato.
O carnaval para as classes mais baixas era no “Ferro Velho” nome dado ao salão de baile que servia para
as quatro noites de festa. Nessas quatro noites lá estava ela, cara pintada alegre e comunicativa. Corpo miúdo que agüentava
sambando e pulando as noites carnavalescas, e de pura alegria.
Chica do Velá, com suas roupas extravagantes, e cabelo cheio de fitas de diversas cores, nunca usava o vestido comprido
da época, usava sim roupas mais curtas, bolsa a tiracolo e um largo cinto cingindo a cintura não tão fina. Chica do Velá morou
durante muitos anos no Buracão, hoje Vila Esperança e de lá circulava pelas ruas da cidade levando alegria e descontração
para o povo que tanto a estimava. Constantemente estava em conflito com as crianças que quando a viam riam do traje esquisito
e grotesco dessa dama dos tempos de outrora. Sorriso aberto e fácil, não deixava por menos um bom baile de final de semana,
e nunca esperava ser chamada para dançar, ela mesma escolhia seu companheiro de dança e quando esse a recusava, agradecia
e saia dançando sozinha, dando voltas engraçadas no salão. Não era bonita, era simpática na sua esquisitice e nos trajes amalucados
que ostentava. Grandes brincos de argola, diversas correntes no pescoço, penduricalhos nos braços, e anéis em quase todos
os dedos, e para completar tudo isso havia a inseparável sombrinha. O interessante era que naquela época muitas senhoras usavam
sandálias, ela usava sapato salto alto, era digno ver, como equilibrava bem naquelas alturas. Não era de beber, mas gostava
de um bom cachimbo, preso nos lábios grossos e cheios de baton, simplesmente um exagero, na cor vermelha bem vivo. O tempo
a afastou de nós, o tempo que tudo leva, também levou Chiquinha do Velá para alegrar os seus companheiros em outras esferas
desse mundo de meu Deus. Nós que sempre buscamos recordações, estamos e estaremos revivendo personagens no Carnaval de 2005,
com certeza ela fará parte da festa de momo, desfilando no bloco de elite, resgatando lembranças de outrora!
CARNAVAL 2005 – A VOLTA DA CHICA DO VELA NA CAPITAL DA BOLA.
Visando unir
o passado , presente e futuro a COMISSÃO do Carnaval 2005, escolheu o tema “A volta da Chica do Vela na Capital da bola”
. Através deste tema será organizado o desfile que acontecerá no Sábado e Terça de Carnaval. O samba enredo esta sendo preparado
pelo vereador Silvio Batista e vai contar a epopéia de desenvolvimento da cidade com a implantação da bola e material esportivo
em Tapiratiba, o elo com o passado se dará através de figuras folclóricas como Chica do Vela, Maria Comprida, Zé Calaca, Dito
Congo entre outros se destacará o querido Neo Franco e uma mostra do que foi BRUXOS, MALOKA E KAFHAS. Desta forma o Carnaval
2005 pela primeira vez na historia
da cidade vai ter um tema para nortear a decoração de rua os carros alegóricos
e acima de tudo promover nossa cidade naquilo que ela faz de melhor, Bola e Material esportivo.